sexta-feira, 22 de maio de 2015

Vacinação

O Ministério da Saúde divulgou balanço nesta quinta-feira (21), indicando que são 19,1 milhões de pessoas que já se vacinaram contra a gripe. O número representa 38,6% do público-alvo, formado por 49,7 milhões de pessoas mais vulneráveis para complicações da gripe. A meta é vacinar 80% do público prioritário durante o período da campanha nacional que encerra nesta sexta-feira (22). Desde o dia 4 de maio, a vacina está disponível para crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional e pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais. É importante levar o cartão de vacinação e o documento de identificação para receber a dose. As pessoas com doenças crônicas ou com outras condições clínicas especiais também precisam apresentar prescrição médica especificando o motivo da indicação da vacina.
Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receberem a dose, sem necessidade de prescrição médica.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

A ditadura garotista

Não é apenas na escolha de um governo, que reside a essência de uma democracia. Mas também na existência de uma oposição e no exercício da liberdade de opinião e de expressão. Todos os sistemas políticos têm governos, mas, apenas nas democracias a existência de um governo só faz sentido com uma oposição. Entendo que uma democracia sem uma oposição séria, competente e atuante é uma democracia frágil  e prestes a ruir. 

Sem oposição o governo faz o que quer,  o padrão de competência é definido pelo próprio governo e não há memória de nenhum governo que tenha demitido a si próprio por ter feito uma má avaliação de si mesmo. E o que o atual desgoverno Rosinha tenta fazer? Calar a oposição e desacreditar movimentos reivindicatórios  justos,  como o  dos  servidores  públicos  municipais  da  educação.  

Na última semana,  servidores  da  educação  foram “convidados”  a  estarem no Trianon  para  mais uma Conferência Municipal de Educação de Campos dos Goytacazes. O encontro, na verdade, se tratou de mais uma “lavagem cerebral” e propaganda do governo, uma espécie de “prestação de contas” do governo. Foi mais uma forma de intimidar e colocar a “corda no pescoço” daqueles que não rezarem a cartilha dos Garotinhos. 

A greve dos profissionais da educação foi deflagrada nesta segunda-feira (18) e chegou ao nosso conhecimento que os diretores de escola estão sendo pressionados a não permitirem a assinatura do ponto pelos professores nos dias da greve e elaborarem listas com o nome dos grevistas.  A popularidade das redes sociais mudou o relacionamento entre empresas e seus públicos, por meio desses  sites,  consumidores  e  funcionários  conseguem  expor  sua  opinião  positiva  ou negativa sobre um determinado serviço prestado, por exemplo. É a democracia irrefreável das redes sociais. 

E o governo municipal em Campos vai tentando pôr amarras em funcionários que expõe as mazelas e as feridas do (des) governo da prefeita Rosinha Garotinho. O que percebemos é que o desgaste  do governo  foi  detectado  pelos  Garotinhos  e  a  tropa  rosácea  está  de  olho  nas publicações  de funcionários  e  servidores  públicos  nas  redes  sociais.  

Recebemos  várias denúncias de que representantes do governo estão fiscalizando e monitorando redes sociais de servidores que lutam por seus direitos. São ameaças de cortes de pontos, transferência e horários de trabalhos modificados. Tudo com o intuito de desestabilizar e intimidar servidores. Profissionais de Educação e demais servidores não deviam sofrer  ameaças,  mas  sim ter salário  digno,  condições  de  trabalho  adequadas  e respeito pela sua profissão. 

Outro absurdo que está se tornando público são as orientações que as escolas estão recebendo para as diretoras não deixarem profissionais que aderirem à greve entrarem nas escolas. Um verdadeiro absurdo! Democracia sem oposição com voz é ditadura! Seja ela no Poder Executivo ou no Legislativo.

Vereador Marcão Gomes.

Publicado na Folha da Manhã em 19-5-2015

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Na sessão na Câmara...

Greve dos Professores
Marcão também abordou a greve dos professores da rede municipal de ensino que começou na última segunda-feira (18). Ele leu a carta que está sendo entregue aos pais de alunos justificando a greve. O documento enumera as reivindicações, como a revisão anual dos vencimentos, o retorno dos porteiros, profissionais de limpeza e dos auxiliares de secretaria, a reforma das unidades escolares, a entrega de materiais didáticos, entre outras. De acordo com Marcão “é um absurdo o que o desgoverno da prefeita Rosinha está fazendo com a educação do município”. O vereador ainda citou a polêmica contratação dos livros da editora Expoente, no valor de R$ 40 milhões e a falta de transparência na aplicação dos recursos do Fundeb.

Matéria completa aqui no Jornal Terceira Via

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Oferta de vagas em medicina cresce no interior do País


O programa Mais Médicos permitiu uma interiorização de cursos e vagas de medicina inédita no País. Pela primeira vez, a proporção de vagas ofertadas em municípios do interior está maior em relação às das capitais. Em 2012 havia 8.612 vagas em cidades do interior e 8.858 nas capitais. Entre 2013 e 2014, a relação se inverteu para 11.563 no interior e 10.561 em capitais. Para este ano, com o novo edital de abertura de cursos, a previsão é chegar a 16.409 vagas nos municípios do interior e 10.637 nas capitais. 

O novo edital de chamamento público para seleção de municípios que vão receber cursos de medicina em instituições particulares foi publicado em abril deste ano. Objetivo é dar continuidade à política de expansão de vagas por meio do programa Mais Médicos, criado para corrigir assimetrias regionais na proporção de médicos por habitantes. Proporções por região Hoje, a proporção de vagas em cursos de medicina por 10 mil habitantes está em 1,38 no Sudeste, 1,29 no Sul, 1,15 no Norte, 1,06 no Nordeste e 1 no Centro-Oeste. Com o novo edital, a intenção é fazer com que a desigualdade regional diminua. Foram pré-selecionadas 22 cidades de oito estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. 

A meta do programa é uma relação de vagas para cada 10 mil habitantes de, no mínimo, 1,34 até 2017. Regras O edital deste ano tem novas regras. Agora, o município a ser selecionado, além de não contar hoje com cursos de medicina, deve estar no mínimo a 75 quilômetros de distância de locais que os tenham. Além disso, não pode ser capital de estado, deve ter mais de 50 mil habitantes e estar localizado em região com estrutura de saúde e de equipamentos públicos, cenários de atenção na rede de saúde e programas de saúde adequados para comportar a oferta de graduação em medicina. A fase de adesão dos municípios interessados terminou em 24 de abril. 

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Marcão volta a defender servidores municipais na Tribuna

Não podemos esquecer as covardias que o governo Rosinha Garotinho está fazendo com os servidores públicos municipais. Cerca de 6 mil professores estão sem reposição de suas perdas salariais nos últimos 12 meses. Outros 4.500 servidores terão reajuste inferior ao índice de IPCA, ou pouco menos de 5% de aumento. Um grande absurdo o que a prefeita faz, deixando os trabalhadores sem suas reposições das perdas da inflação. Confira meu pronunciamento na Tribuna da Câmara de Vereadores:

O princípio do fim

Lembrando um pouco da história, com a proclamação da República, em 1889, foi inaugurado um novo período na política do Brasil: naquela época o poder político passou a ser controlado pelas  oligarquias rurais.   O  apoio  aos  candidatos  à  época em várias  regiões  era  conhecido como coronelismo:  o  título de  coronel  surgiu  no  período  imperial,  mas  mesmo  com  a proclamação da República os coronéis continuaram com o prestígio social, político e econômico que exerciam nas vizinhanças das localidades de suas propriedades rurais. Eles eram os chefes políticos locais e exerciam o poder sobre a população.

Os coronéis sempre exerceram a política de troca de favores, mantinham sob sua proteção uma enorme  quantidade  de  afilhados  políticos,  em  troca  de  obediência  rígida,  semelhante  ao praticado hoje em Campos pelo Garotismo. Sob a tutela do coronel os afilhados políticos vêm se beneficiando do controle dos votos em determinadas áreas, locais que ficaram conhecidos como“currais eleitorais”.

Nos momentos de eleições, todos os afilhados (dependentes) do coronel votavam no candidato que o seu padrinho apoiava, lógico que recebendo os “favores” antes.A desconstrução  da  hegemonia  garotista  e  o  fim  do  coronelismo  em  Campos  estão  e mandamento e vem ocorrendo de forma acentuada, nem mesmo o controle que mantém tendo maioria governista no Legislativo é capaz de evitar todo desgaste que este desgoverno rosa vem sofrendo. 

Em suas edições nos últimos domingos a Folha da Manhã tem nos informado que segundo a pesquisa do instituto Pro4 feita no último mês do total  de entrevistados,  cerca de 54% dos campistas não aprovam a maneira como Rosinha Garotinho vem administrando o município,57,5% não confiam na prefeita  e  65,5% não votariam no candidato  apoiado por  ela  à  sua sucessão no próximo ano.

Esses números em minha opinião demonstram claramente o que temos visto em visitas aos diversos bairros e distritos de nosso Município, o desgoverno rosa não consegue atender aos anseios de nossa população. A saúde pública é catastrófica, a educação nos últimos lugares do Ideb é uma das piores do Estado, os problemas de mobilidade urbana não são resolvidos, e agora  até  os  programas  sociais  estão  sendo  cortados  devido  à  incompetência  de  gestão.  

O governo  não  tem  transparência  nos  atos  e  não  aceita  o  controle  social  de  seu  bilionário orçamento. Chego ao fim deste texto com a certeza de que este modelo implantado pelos Garotinhos em Campos é um modelo falido. E podemos concluir analisando essa ou outras pesquisas que o eleitorado com maior renda e escolaridade não aceita mais este modelo no município e agora também no perfil do eleitorado de menor renda e escolaridade cresce a cada dia a insatisfação aumentando o número de campistas que consideram o governo Rosinha ruim ou péssimo. O povo de Campos quer mudar. O princípio do fim se aproxima!!!

Vereador Marcão Gomes.

Publicado no jornal Folha da Manhã em 12-5-2015

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Decadência do "garotismo"


Por Aluysio Abreu Barbosa, Arnaldo Neto e Mário Sérgio Junior - jornal Folha da Manhã
Seja na oposição local, ou até mesmo nos nomes de maior destaque no grupo político dos Garotinho, como o deputado estadual e primeiro secretário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Geraldo Pudim (PR), o garotismo encerrou um ciclo histórico em Campos, desde que chegou ao poder pela primeira vez em 1989 e lá se manteve nos últimos 26 anos. Mas enquanto o deputado prega a renovação dentro do seu próprio grupo, visando sua sobrevida já com chances de êxito na sucessão da prefeita Rosinha Garotinho em 2016, qualquer um que ler as pesquisas mais recentes dos institutos Pro4 e Pappel, ambas feitas no município durante o mês de abril, pode ser levado a crer de que a avaliação do grupo governista junto ao povo, hoje, atravessa sua pior fase desde que os garotistas retomaram a Prefeitura em 2009, após uma brilhante campanha eleitoral em 2008.
De lá para cá, o fato é que 54% dos campistas atualmente não aprovam (aqui) a maneira como seu município tem sido governado, 57,5% não confiam na pessoa de Rosinha, 50,2% acreditam (aqui) que a prefeita não cumpriu nada (20,2%) ou a maior parte (30%) das suas promessas de campanha, 71,3% acham (aqui) que a cidade está parada (58,9%) ou regredindo (12,4%), quadro de estagnação que a fatia mais numerosa (33,1%) joga na conta da Prefeitura. Esta por sua vez, aplica mal os bilionários recursos dos royalties para 81,2% da população, cuja administração municipal é considerada (aqui) desonesta para 49,5%.
A soma de tantos indicativos negativos na percepção de um governo junto ao povo que deveria ser por ele representado, parece ser a causa das projeções sombrias ao futuro do grupo em 2016: 65,5% dos campistas hoje dizem (aqui) que não votarão em nenhum candidato apoiado por Rosinha quando, daqui a menos de um ano e meio, chegar o momento de sucedê-la. O motivo, através do extenso detalhamento feito pelo Pro4, parece simples: 66,7%, quase o mesmo percentual de quem se nega a votar nos rosáceos, querem (aqui) que o(a) próximo(a) prefeito(a) de Campos mude totalmente (33,8%) ou a maior parte (32,9%) das práticas hoje adotadas por quem governa de direito, e de fato, o município.
Todos esses dados foram fruto do levantamento do Pro4, que pormenorizou sua consulta junto a 426 entrevistados, entre 6 e 24 de abril. Realizada no mesmo mês, a pesquisa do Pappel ouviu 910 pessoas para achar números finais ainda piores aos Garotinho. Segundo sua amostragem, descontados a neutralidade do regular para 37,06%, a avaliação popular do governo Rosinha hoje teria 43% de ruim (11,72%) e péssimo (31,28%), contra apenas 19,9% de bom (15,5%) e ótimo (4,4%). Nesse mesmo questionário clássico, desconsiderando-se o regular (31,9%) como mandam os especialistas, o Pro4 aferiu que os donos do poder em Campos têm hoje 39,7% de ruim (13,4%) e péssimo (26,3%), diante de somente 26,3% de bom (22,8%) e ótimo (3,5%).
Apesar das diferenças em alguns números, na tradução lógica do que há de comum nessas duas pesquisas feitas no mesmo período, hoje quatro em cada 10 campistas consideram o governo Rosinha ruim ou péssimo. Na outra ponta, o resultado também é preocupante ao garotismo, pois em ambas as consultas o movimento que governa Campos há 26 anos aparece muito aquém dos 35% de bom e ótimo recomendáveis pelos especialistas para quem busca a reeleição. E, como todos sabem, Rosinha não poderá tentar se reeleger. De fato, segundo o Pro4, apenas um em cada 10 campistas deseja a continuidade integral do atual modelo de gestão no município.
Mas embora o antigarotismo esteja hoje presente em todas as faixas de idade, sexo, escolaridade e renda dos campistas, o Pro4 não deixa dúvidas onde ele está mais enraizado. Entre os 65,5% que declararam a intenção de não votar em 2016 em nenhuma candidato a prefeito(a) apoiado por Rosinha, 68,7% são homens, 69,6% são jovens entre 16 e 24 anos, 90% têm curso superior e 92,9% ganham acima de cinco salários mínimos.

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